Confira as fotos do terceiro dia de palestras do Congresso de Jornalismo Cultural, que contou com debates sobre música, teatro e literatura.

Alunos antes da palestra sobre música, durante o Congresso de Jornalismo Cultural

Alunos antes da palestra sobre música, durante o Congresso de Jornalismo Cultural

Acesse o Flickr da revista CULT

Crédito: Renato dos Anjos

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Dia 07

10h – CINEMA 
– A criação e a crítica

– Fazer cinema e escrever sobre cinema
Com:

Isabela Boscov – Crítica de cinema da revista Veja

Bráulio  Mantovani – Roteirista. Autor, entre outros, dos roteiros de Cidade de Deus e Palace II
Luiz ZaninCrítico de cinema do jornal O Estado de S. Paulo. Escreveu o ensaio “O sertão no imaginário cinematográfico brasileiro”, para o livro New Brazilian Cinema (Palgrave USA)
Sérgio RizzoProfessor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da FAAP. Crítico de cinema do jornal Folha de S. Paulo. Autor de Cinema (Moinho das artes), entre outros

Mediador: Ricardo Calil – Diretor de redação da revista Trip e crítico de cinema

12h às 13h30 – Almoço

13h30 – ARTES PLÁSTICAS
– A arte e a crítica

Com:

Ana Maria Tavares – Artista plástica e professora da ECA-USP. Autora de Ana Maria Tavares: Depoimento  (C/arte), entre outros

Fábio Cypriano – Professor da PUC-SP. Crítico de artes plásticas do jornal Folha de S. Paulo e colaborador da revista inglesa Frieze. Autor de Pina Bausch (Cosac Naify), entre outros
Paulo PastaArtista plástico e professor da FAAP

Rico Lins Designer gráfico


Mediador: Alexandre Martins Fontes – Arquiteto e diretor-executivo da Editora Martins Fontes

  

16h – Reportagem e edição

– A cobertura cultural nos veículos de circulação nacional 

– Qual é o objetivo da pauta? 

– Como os jornalistas enfrentam a diversidade cultural? 

– Qual é o papel do editor?

Com:
Claudia LaitanoEditora de cultura do jornal Zero Hora, escreveu Agora eu era (Record), entre outros

Artur XexéoEditor do Segundo Caderno do jornal O Globo
Marcos Augusto GonçalvesEditor do caderno Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo, autor de Pós-tudo: 50 anos de cultural na Ilustrada (Publifolha)
Robinson Borges – Editor de cultura do jornal Valor Econômico

Mediador: Wagner Nabuco – Editor da revista Caros Amigos

 

Bate-papo e tarde de autográfos com o repórter Eduardo Scolese e o fotográfo Sergio Lima, ambos do jornal Folha de S. Paulo e autores do livro Pioneiros do MST (Record 2008).


Veja algumas fotos da aula-show de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski
Crédito: Renato dos Anjos

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A presença de Lobão, no terceiro dia de palestras do Congresso de Jornalismo, tornou o debate sobre música acalorado. A mesa, que também contou com a presença dos críticos musicais Arthur Dapieve, Pedro Alexandre Sanches e Sérgio Martins, com mediação de Marcos Fonseca, abordou temas como a importância da reflexão nas resenhas musicais e a criação de novos fóruns de debates, como os blogs.

Sérgio Martins, Lobão, Marcos Fonseca, Arthur Dapieve e Pedro Alexandre Sanches

Sérgio Martins, Lobão, Marcos Fonseca, Arthur Dapieve e Pedro Alexandre Sanches

 Segundo Arthur Dapieve, a crítica atual perdeu uma de suas principais características, que é analisar a obra de um artista a partir de uma reflexão histórica associada às próprias convicções subjetivas do crítico. “É preciso analisar como uma determinada música interfere em sua vida. Não se pode fazer crítica musical friamente”, explica.

Arthur Dapieve antes da palestra

Arthur Dapieve antes da palestra

 Sérgio Martins endossou a opinião do colega. “O que falta hoje é profundidade às críticas”, explica. “O jornalismo musical passa por um período de transição, assim como o mercado fonográfico”.

Lobão durante o Congresso de Jornalismo Cultural

Lobão durante o Congresso de Jornalismo Cultural

 Sempre adotando uma postura polêmica, o músico e compositor Lobão, em entrevista, criticou o fato de ser tachado como um maluco falastrão pela mídia. “Quando falo que os alicerces da cultura brasileira são completamente ultrapassados, sou tachado de maluco e marqueteiro. Seria importante que as pessoas me dissessem que estou errado por determinados motivos. Mas não falam”, afirma.

Fotos: Renato dos Anjos

Welington Andrade, Beth Néspoli, Samir Yazbek, e Cibele Forjaz

Welington Andrade, Beth Néspoli, Samir Yazbek e Cibele Forjaz

A jornalista Beth Néspoli, a diretora teatral Cibele Forjaz e o vice-diretor da Faculdade Cásper Líbero Welington Andrade foram os convidados a discutir a crítica e a produção teatral. Com mediação de Samir Yazbek, a mesa deu início às atividades da tarde desta quarta-feira (dia 6).

Para Beth Néspoli, crítica de teatro do jornal O Estado de S. Paulo, os espetáculos teatrais possuem uma função sociabilizadora muito importante e, por isso, deveriam receber mais espaço para debate. “O teatro faz parte da nossa vida. Pode-se viver bem sem, mas melhor ainda com ele”, afirma.

Cibele Forjaz durante sua apresentação no Congresso de Jornalismo Cultural

Cibele Forjaz durante sua apresentação no Congresso de Jornalismo Cultural

Diretora de peças Rainhas – Duas atrizes em busca de um coração e VemvaiO caminho dos mortos, Cibele Forjaz destacou o momento profícuo pelo qual o teatro passa, principalmente em São Paulo, cidade que recebe maior visibilidade. “A cidade de São Paulo vive uma verdadeira primavera do teatro”, explica. “Existe uma proliferação muito grande de peças e grupos teatrais, além de um ótimo aumento no público.” 

Welington Andrade

Welington Andrade

Já Welignton Andrade, doutor em literatura brasileira com ênfase em dramaturgia, criticou a mistificação que envolve projetos teatrais caros e com artistas consagrados. Para ele, existe preconceito com relação ao teatro marginal, pois a análise dessas obras não são profundas. 

Ainda nesta quarta-feira, os compositores Arthur Nestrovski e José Miguel Wisnik apresentam uma aula-show, com obras que vão do erudito ao popular, de Caetano Veloso a Franz Schubert, durante o I Congresso de Jornalismo Cultural. 

Veja trecho de uma aula-show apresentada pelos músicos na Casa de Cultura Laura Alvim (RJ).

Fotos: Renato dos Anjos


A literatura foi o assunto do primeiro debate desta quarta-feira (dia 6). Os palestrantes Adriano Schwartz, professor da EACH-USP, Cristovão Tezza, ganhador do prêmio Jabuti pelo livro O filho eterno, foram convidados para explicar o papel do crítico e analisar a atual produção literária durante o Congresso de Jornalismo Cultural. Completaram a mesa Jerônimo Teixeira, crítico de literatura da revista Veja, e Manoel da Costa Pinto, editor do Entrelinhas e apresentador do Letra livre, ambos programas da TV Cultura.

Manoel da Costa Pinto, Cristovão Tezz, Ivan Marques, Adriano Schwartz e Jerônimo Teixeira

Manoel da Costa Pinto, Cristovão Tezza, Ivan Marques, Adriano Schwartz e Jerônimo Teixeira

Escritor e também autor de resenhas para diversos veículos, Cristovão Tezza acredita que a crítica literária passa por uma crise, mas considera a situação melhor do que aquela vivida por ele mesmo na década de 80. “Do ponto de vista do autor, a situação melhorou muito. Acredito que o aumento da massa de leitores e o aumento de espaços pelos quais circulam informações sobre o livro contribuíram para mudar esse cenário”, explica. Mas faz ressalvas: “Ainda há poucos críticos literários fixos nos jornais. O que existe é a proeminência dos editores”.

O crítico literário Manoel da Costa Pinto e o escritor Cristovão Tezza

O crítico literário Manoel da Costa Pinto e o escritor Cristovão Tezza

Para Manoel da Costa Pinto, o que falta hoje à crítica literária é uma mudança no foco de análise. “Deveria haver um trabalho voltado menos ao autor e sim para o debate teórico, em que se procura sistematizar a produção literária atual. Fazer crítica não é apenas ler uma obra e avaliar. A crítica exige uma teoria sobre a leitura”, disse.

O professor Adriano Schwartz, autor do livro Memórias do presente – Cem entrevistas do Mais! (Publifolha), destacou a necessidade de se debater temas como a crítica literária e a produção do jornalismo cultural. “O Congresso é uma iniciativa importante, pois o jornalismo cultural está cada vez mais presente e ao mesmo tempo mais problemático. É uma característica do nosso grupo estar sempre insatisfeito”, concluiu.

Veja outras imagens da palestra sobre literatura e crítica literária:
Fotos: Renato dos Anjos

Mesa abordou temas como o papel da crítica e a produção literária atual

Mesa abordou temas como o papel da crítica e a produção literária atual

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Alessandro Buzo, representante da literatura de periferia de São Paulo, foi um dos destaques das atividades paralelas ao Congresso de Jornalismo Cultural, realizadas durante toda a tarde de terça-feira. O agitador cultural e apresentador do programa “Buzão – Circular Periférico” da TV Cultura mostrou aos participantes suas principais obras, algumas publicas por editoras independentes.

Divulgação

Divulgação

Em entrevista à CULT, Buzo destacou a necessidade de aproximar o trabalho que realiza no bairro do Itaim Paulista, Zona Leste, de outros públicos. “A cultura de periferia sempre tentou dialogar com outros públicos. A literatura que faço tem voz própria e retrata muito a minha realidade. Mas também tento abordar questões comuns a todos e por isso tenho recebido uma grande aceitação”, afirmou.

 Alessandro Buzo já publicou, entre outros, os livros Favela Toma Conta (Aeroplano Editora, 2006) e Guerreira (Global, 2007).