II Congresso ocorre entre os dias 3 e 6 de maio no TUCA

 Já estão definidas as datas do II Congresso de Jornalismo Cultural: o evento realizado pela Revista CULT ocorre entre os dias 3 e 6 de maio de 2010 no Teatro TUCA, em São Paulo. Serão reunidos jornalistas, intelectuais, escritores e artistas brasileiros e estrangeiros para discutir e analisar a produção cultural contemporânea acadêmica e jornalística. 

I Congresso reuniu cerca de 3 mil pessoas durante 5 dias de evento

Em 2009, o I Congresso de Jornalismo Cultural reuniu cerca de 3 mil pessoas, principalmente graduandos e pós-graduandos de jornalismo, durante cinco dias de evento. Entre os palestrantes convidados estavam os principais jornalistas do país.

Luiz Zanin após palestra sobre cinema

Também participou do evento o espanhol Juan Cruz, um dos principais jornalistas europeus, diretor-adjunto do espanhol El País

Mesas sobre o papel da mídia e do Estado na cultura, discussões sobre a crítica de música, teatro, literatura, artes plásticas, foram os destaques do evento. Na mesa sobre cinema, participaram especialistas como Luiz Zanin (O Estado de S. Paulo),  Sérgio Rizzo (Folha de S.Paulo) e Bráulio Mantovani (roteirista de Cidade de Deus). Já o debate sobre crítica musical analisou a importância das resenhas e da criação de novos espaços de difusão musical, como o myspace, os blogs e os zines. A crítica literária, por sua vez, foi assunto para personalidades do meio, como Manoel da Costa Pinto (TV Cultura), Jerônimo Teixeira (Veja) e Cristovão Tezza (escritor, ganhador do prêmio Jabuti de 2008, com o romance O filho eterno).

Alunos antes da palestra sobre música, durante o Congresso de Jornalismo Cultural

 A televisão e a qualidade dos programas de entretenimento também pautaram as discussões no I Congresso de Jornalismo . O professor da ECA-USP e ex-presidente da Radiobrás Eugênio Bucci destacou a necessidade de fazer debates como aquele promovido pela Revista CULT: “É uma grande vitória quando um congresso consegue dialogar sobre vários aspectos da televisão brasileira de forma democrática”, disse.  Da mesma forma, Alfredo Manevy, Secretário Executivo do Ministério da Cultura, afirmou que aquele foi um “momento histórico. Nunca o Brasil parou para discutir políticas públicas para a cultura com alunos universitários. É importante que a grande imprensa reproduza e dê destaque para  esse debate”.

Crítica musical: Sérgio Martins, Lobão, Marcos Fonseca, Arthur Dapieve e Pedro Alexandre Sanches

Realizado em parceria com ECA-USP, UFRJ, UNESP, UFREGS, PUC-SP, PUC-RS, Cásper Líbero, Mackenzie e Metodista, o II Congresso de Jornalismo Cultural trará novos debates e temas ligados à comunicação e à produção cultural, que certamente gerarão discussões e reflexões que contribuirão para o desenvolvimento da visão crítica e do repertório dos participantes. 

 Mais informações podem ser obtidas com Gabriela Longman, coordenadora do II Congresso, através do e-mail: congresso2010@revistacult.com.br


O fórum sobre a formação acadêmica na área de jornalismo encerrou o último dia do Congresso de Jornalismo Cultural, realizado entre os dias 4 e 8 de maio, no TUCA (teatro da PUC-SP), em São Paulo. O evento foi uma iniciativa da revista CULT, com a intenção de debater sobre a produção cultural e o espaço dedicado à crítica na imprensa brasileira.

Participaram da mesa final os professores Carlos Costa, da Faculdade Cásper Líbero, José Luiz Proença, da ECA-USP, Angela Schaun, do Mackenzie, Cida Golin, da UFRGS, Hamilton Octavio de Souza, da PUC-SP, Luiz Augusto Teixeira Ribeiro, da UNESP de Bauru, Nivaldo Ferraz, da Anhembi Morumbi, Vitor Necchi, da PUC-RS, e Rodolfo Carlos Martino, da Metodista.

Mesa discutiu a formação do jornalista

Mesa discutiu a formação do jornalista

Temas como a preparação do aluno para o mercado de trabalho e o dia-a-dia das redações foram discutidos. A importância da formação acadêmica para lidar de forma crítica com os produtos culturais da atualidade também foi um dos assuntos abordados.

O Congresso de Jornalismo Cultural reuniu os principais jornalistas do país, além do diretor-adjunto do jornal espanhol El País, Juan Cruz. Acadêmicos, escritores, músicos e cineastas também participaram das mesas de debate, como Cristovão Tezza, vencedor do prêmio Jabuti de 2008, o compositor Lobão, e o roteirista Bráulio Mantovani.

Foto: Renato dos Anjos


10h às 12h30 – Fórum: A formação acadêmica em jornalismo
– Como se preparar para o mercado sem esquecer de estimular a crítica e a reflexão
– Como não reproduzir os mecanismos viciados da grande imprensa
– Qual é o papel da formação universitária em jornalismo? 

Professores:

Angela Schaun – Coordenadora de Pesquisa do Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie
Cida Golin Professora do departamento de Comunicação da UFRGS
Carlos Costa Professor e coordenador do curso de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero
Hamilton Octavio de Souza – Professor e chefe do departamento de Jornalismo da PUC-SP
Luiz Augusto Teixeira Ribeiro – Professor da UNESP, em Bauru (SP), e diretor de base do interior do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
José Luiz Proença – Professor da ECA-USP e Sócio da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo
Nivaldo Ferraz – Coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi
Rodolfo Carlos Martino – Professor e coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Metodista
Vitor Necchi – Professor da Faculdade de Comunicação Social e assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da PUC-RS

Mediador: Fábio Takahashi – Repórter do caderno Cotidiano do jornal Folha de S.Paulo e especialista em educação


Para encerrar o quarto dia de palestras, experientes jornalistas dividiram a mesa para debater sobre reportagem e edição. Artur Xexéo, editor do segundo caderno do jornal O Globo, Marcos Augusto Gonçalves, ex-editor do caderno Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo, Claudia Laitano, editora de cultura do Zero Hora, e Robinson Borges, editor cultural do Valor Econômico apresentaram suas visões.

Marcos Augusto Gonçalves

Marcos Augusto Gonçalves

Os palestrantes apresentaram a história da criação e da implementação de seus respectivos cadernos culturais, fazendo um paralelo com antigos suplementos como o Folhetim e o do Jornal do Brasil.

Claudia Laitano

Claudia Laitano

Outros pontos abordados foram a atuação do editor na escolha da pauta e como equilibrar o jornalismo de serviço com a crítica cultural.

 

Artur Xexéo
Artur Xexéo

Fotos: Renato dos Anjos


O debate sobre artes plásticas, realizado na tarde desta quinta-feira, avaliou a produção atual na área e como a crítica dá conta de analisá-la. Participaram da mesa Paulo Pasta, artista plástico e professor da FAAP, Ana Maria Tavares, artista e professora da ECA-USP, Fábio Cypriano, professor da PUC-SP e crítico do jornal Folha de S. Paulo, e Rico Lins, designer gráfico. Alexandre Martins Fontes, arquiteto e diretor-executivo da editora Martins Fontes, foi o mediador.

Paulo Pasta, Ana Maria Tavares, Alexandre Martins Fontes, Fábio Cypriano e Rico Lins

Paulo Pasta, Ana Maria Tavares, Alexandre Martins Fontes, Fábio Cypriano e Rico Lins

Para Paulo Pasta, participar do Congresso foi uma surpresa, uma vez que sua posição no debate se encontra do lado oposto à crítica. Mesmo assim, aproveitou para analisar a produção artista hoje no Brasil. “Vemos hoje mais canais para a divulgação, maior número de artistas e um aumento no público, mas o cenário das artes plásticas ainda é incipiente e precisa ser expandido”, afirmou.

Fábio Cypriano, autor do livro Pina Bausch (Cosac Naify), destacou alguns pontos importantes que jornalistas devem levar em conta durante a cobertura das artes plásticas. Segundo ele, o texto deve adotar tom mais didático, pois é uma área bastante específica do jornalismo cultural. Porém, a crítica deve existir em todas as matérias.

 

Fotos: Renato dos Anjos


O Congresso de Jornalismo Cultural reuniu participantes vindos de diversos estados do país, entre estudantes e profissionais da área, com a intenção de debater sobre o cenário cultural do Brasil.

As amigas Isabela Evelin, 21, e Larissa Gomes, 21, são estudantes de jornalismo no Instituto de Educação Superior de Brasília, localizado na Asa Norte do Distrito Federal, e aproveitaram o Congresso para colher experiências ao lado profissionais consagrados do jornalismo cultural.

Larissa e Isabela vieram de Brasília para o Congresso

Larissa e Isabela vieram de Brasília para o Congresso

“Gosto da área de música e foi o debate que mais me marcou”, afirma Larissa. Já Isabela destacou a importância do evento para sua formação. “Pude tirar muito proveito das experiências desses jornalistas. Isso é importante, pois nos ajuda a achar uma direção na carreira”, completa.

O estudante de jornalista e poeta da cena independente de Aracaju, André Teixeira Neto, 34, também apontou para a necessidade de melhorar a capacitação dos profissionais da área. “Temos essa necessidade urgente de melhorar, e os palestrantes conseguiram expor várias ferramentas importantes”, explicou.

O jornalista e poeta Antonio André, de Aracaj

O jornalista e poeta Antonio André, de Aracaju

Fernanda Gomes Nicz, 33, é formada em cinema e atualmente trabalha com assessoria de imprensa. Segundo ela, a grade de programação foi o destaque. “Achei a programação muito intensa. O diferencial para mim, além dos debates com Luiz Zanin, Manoel da Costa Pinto e Francisco Bosco, foi a aula-show com o José Miguel Wisnik e o Arthur Nestrovski”, concluiu.

Fernanda Gomes é formada em cinema e veio de Curitiba

Fernanda Nicz é formada em cinema e veio de Curitiba


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A palestra que deu início, nesta quinta-feira (dia 7), ao quarto dia do Congresso de Jornalismo Cultural contou com a participação de grandes nomes da crítica do cinema: Isabela Boscov, da revista Veja, Luiz Zanin, do jornal O Estado de S. Paulo, e Sérgio Rizzo, do jornal Folha de S.Paulo. Completou a mesa o roteirista Bráulio Mantovani, autor dos roteiros de Cidade de Deus e 174 – Última parada

Luiz Zanin após palestra sobre cinema

Luiz Zanin após palestra sobre cinema

Questões como a escolha da pauta e o papel da crítica de cinema foram abordadas pelos palestrantes. De acordo com Isabela Boscov, a intenção é orientar alunos e jovens profissionais que procuram a área de jornalismo cultural. “Cada vez mais as pessoas se interessam por essa área, por isso é importante esse contato entre alunos e profissionais da área. A minha intenção na revista Veja é comunicar com o leitor, pensando sempre no estilo e no conteúdo informativo da crítica”, afirma. 
O roteirista Bráulio Mantovani

O roteirista Bráulio Mantovani

Para Sérgio Rizzo, da Folha de S.Paulo, a formação do crítico de cinema é essencial. “A função da crítica é estabelecer um diálogo estético com a obra e o público. Isso demanda grande repertório, como domínio de texto, capacidade de expressão, além é claro de uma formação na área específica, com leituras sobre cinema e ciências humanas”, concluiu.

Ainda nesta quinta-feira, o Congresso de Jornalismo Cultural, iniciativa da revista CULT, realiza um debate sobre artes plásticas com Ana Maria Tavares, artista e professora da ECA-USP, Fábio Cypriano, crítico de artes e professor da PUC-SP, e o artista plástico Paulo Pasta.

Fotos: Renato dos Anjos